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Saúde orienta sobre a inclusão de doenças neurológicas crônicas na lista de comorbidades para vacinação contra a Covid-19

21 de maio de 2021

A partir desta sexta , 21, os sergipanos com doenças neurológicas crônicas passam a integrar o grupo de comorbidades para a imunização contra a Covid-19. A nova determinação acontece devido à atualização do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), feita na última quinta-feira, 20 de maio. O PNO é o documento do Ministério da Saúde que aponta as diretrizes para gestores e população sobre o andamento da campanha de imunização em âmbito nacional.

Assim, portadores de doenças cerebrovascular (acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico, ataque isquêmico transitório e demência vascular), doenças neurológicas crônicas que impactem na função respiratória, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular, e indivíduos com deficiência neurológica grave, paralisia cerebral, esclerose múltipla, ou condições similares, já podem se vacinar contra a Covid-19 em todo País.

O diretor de Vigilância em Saúde, Marco Aurélio Góes, apoiou a inclusão das pessoas com doenças crônicas neurológicas na vacinação contra a Covid-19. “É importante porque muitas dessas patologias levam à incapacidade do sujeito no autocuidado e aumentam o risco de infecções respiratórias. Agora elas devem procurar a Secretaria de Saúde do seu município, fazer o cadastro online, se ela trabalha dessa forma. Se não, vá a uma unidade de saúde mais próxima de sua casa e se vacine”, orientou o diretor, lembrando que é preciso levar relatório médico.

Recomendações
Outra orientação seguida a partir da atualização do PNO é a aplicação da segunda dose para gestantes que tomaram a primeira dose com imunizante AstraZeneca . O documento delibera que esse grupo somente complete o esquema vacinal após a gestação e o fim do puerpério (até 45 dias depois o parto).

O Ministério da Saúde orienta também que sejam vacinadas contra a Covid-19 apenas grávidas com comorbidades. Além disso, devem ser utilizados somente os imunizantes Coronavac/Butantan, ou Pfizer/BioNTech. A aplicação da vacina AstraZeneca nesse público está suspensa no País por recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).