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Lacen recebe média de 1.600 amostras para processamento do novo coronavírus em março

11 de março de 2021

Devido ao aumento da testagem nos municípios sergipanos, o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen) recebeu nos dez primeiros dez dias de março 16 mil amostras, com uma média diária de 1.600 amostras para processamento do coronavírus.

O superintendente do Laboratório Central, Cliomar Alves, informou que o órgão possui uma capacidade instalada para realizar 1.200 testes ao dia. Ele salientou que diante da alta demanda encaminhou na quarta-feira, 10, um total de 2.500 amostras para análises na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro.

“Ativamos essa contingência para agilizar os testes de Sergipe. É importante ressaltar que os  profissionais continuam trabalhando intensamente para liberação dos resultados que nesse momento estão ocorrendo em até cinco dias, prazo preconizado pelo Ministério  da Saúde, para emissão de laudos para unidades de Atenção Básica e hospitais dos 75 municípios sergipanos”, explicou o farmacêutico bioquímico.

Conforme o gestor, mesmo com ampliação das testagens, que nessa fase contempla pacientes assintomáticos e contatos de casos confirmados, o Lacen trabalha priorizando os pacientes que estão internados em enfermarias e aqueles que aguardam para ter acesso às Unidades de Tratamento Intensivo (UTI’s). “Fazemos um trabalho detalhado verificando as fichas que chegam até o Lacen junto com as amostras para definir as prioridades”, detalhou ele.

No Lacen as amostras são cadastradas no Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL). De acordo com estatísticas desse sistema, em março, o público feminino na faixa etária de 10 a 59 anos de idade, representa 87% do total de pacientes contaminados com a Covid-19. “Esse é um dado que nos chamou a atenção aqui no Lacen. Continuamos orientando para a necessidade do cumprimento das recomendações das autoridades sanitárias, como o uso da máscara e evitar socializações”, pontuou Cliomar Alves.

Manipulação

O processamento de amostras para detecção do coronavirus é realizado no laboratório de Biologia Molecular. “As amostras são separadas e conferidas, a seguir seguem para centrifugação. Na etapa seguinte são aliquotadas para armazenamento em ultrafreezer a -80ºC.  Após esse processo, é realizada a extração do RNA viral e posteriormente o RT-PCR em tempo real”, descreveu Gabriela Bezerra, gestora do serviço.