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Ipesaúde cria Centro de Tratamento da Síndrome Gripal para beneficiários com sintomas leves e moderados de doenças respiratórias

14 de abril de 2020

O serviço está disponível de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, na rua D. José Thomaz, 331, São José, em Aracaju, no prédio onde fica localizado o Centro de Reabilitação Maria Virgínia Leite Franco

Para que todos os beneficiários com sintomas leves e moderados de doenças respiratórias tenham atendimento exclusivo, o Ipesaúde criou o Centro de Tratamento da Síndrome Gripal, que iniciou as atividades nesta terça-feira (14). A iniciativa faz parte das ações de enfrentamento ao coronavírus e o serviço está disponível de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, na rua D. José Thomaz, 331, São José, em Aracaju, no prédio onde fica localizado o Centro de Reabilitação Maria Virgínia Leite Franco.

O espaço conta com uma estrutura que atende aos parâmetros de biossegurança, com salas isoladas para evitar contaminação, nas quais médicos e pacientes se comunicam por meio de equipamentos de teleconferência. A equipe é formada por responsável técnico, 2 médicos para atendimento, 4 enfermeiros, 3 técnicos de enfermagem e está totalmente capacitada e utilizando todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários.

Atendimento

O beneficiário com sintomas leves e moderados de doenças respiratórias pode acessar o Centro de Tratamento da Síndrome Gripal, com carteira do Ipesaúde e documento de identificação com foto. A gerente Maria de Lourdes Menezes explica as etapas do atendimento.

“Esse serviço vai possibilitar uma assistência específica para as síndromes gripais e evitar que o usuário se dirija ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA), diminuindo o fluxo e permitindo que apenas os casos graves busquem a urgência do Ipesaúde. Ao chegar no Centro, o paciente terá as mãos higienizadas com álcool em gel, receberá uma máscara cirúrgica, para que depois inicie o preenchimento dos dados pessoais na recepção. Logo após, a equipe de enfermagem detectará o nível de urgência e, já na sala de triagem, o paciente terá seus sinais vitais verificados. Teremos uma estratificação quantos aos sintomas, comorbidades e duração da sintomatologia. Esse processo de classificação detectará necessidade da realização do teste para COVID-19”, explica.

Maria de Lourdes reforça ainda que, caso o teste seja positivo, o paciente seguirá para o atendimento com o médico específico e serão passadas as orientações sobre isolamento e prescrição de medicamentos. Já sobre os casos leves ou moderados, a gerente fala como será o processo de assistência. “Esses casos serão orientados por outra equipe, exclusiva para esta situação, através da qual o médico informará sobre a importância do isolamento (domiciliar/social), cuidados que devem ser tomados, além de orientar que, caso os sintomas se agravem, ele deve acessar o serviço de urgência do Ipesaúde”,disse.

Sintomas

A médica pneumologista e responsável técnica pelo Centro de Tratamento da Síndrome Gripal, Dra. Rafaela Mota, fala sobre os sintomas mais comuns e esclarece algumas questões. “Apesar da alta transmissibilidade do vírus é importante lembrar que 80% dos casos são leves. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, dor de garganta, coriza, falta de apetite, fadiga, dores no corpo e dificuldade para respirar. A compreensão do COVID-19 está evoluindo e ainda não existe vacina para prevenir a infecção. A melhor maneira é adotar ações para impedir a propagação desse vírus e uma delas é a informação”, conta.

Parceria

Ainda de acordo com a Dra. Rafaela Mota, foi firmada uma parceria com o Departamento de Medicina da Universidade Federal de Sergipe e plataforma virtual ‘Monitora Corona’, para que os pacientes atendidos no Centro sejam orientados sobre o telemonitoramento.

“Essas ações serão realizadas remotamente em caráter diário pelos alunos do internato do curso de Medicina da Universidade Federal de Sergipe, utilizando recursos telefônicos e digitais por meio do aplicativo ‘Monitora Corona’ a partir de suas residências. O objetivo do monitoramento remoto é fortalecer o isolamento social da comunidade promovendo uma assistência supervisionada e de qualidade aos beneficiários”, ressalta Dra. Rafaela Mota.