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Bombeiros criam Procedimento Operacional Padrão para evitar contaminação nas unidades operacionais

24 de abril de 2020

O Procedimento Operacional Padrão (POP) foi elaborado pela Comissão de Produtos Perigosos do CBMSE

O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) publicou, na última quarta-feira (22), um Procedimento Operacional Padrão (POP) para orientar sua tropa sobre a permanência nas unidades operacionais no período de enfrentamento ao coronavírus. O documento cria protocolos de como agir antes e depois de ocorrências rotineiras que não envolvam atendimentos a vítimas de Covid-19, visando evitar a contaminação dos bombeiros, instalações, uniformes e equipamentos de proteção individual (EPI).

O POP foi elaborado pela Comissão de Produtos Perigosos do CBMSE, que é composta pelo tenente-coronel Mário Bitencourt e pelos 2º sargentos Roberto Bastos, José Cordeiro e Cleber Andrade. Na publicação, recomenda-se que sejam montados nos quartéis um corredor de acesso e uma área de descontaminação, com zona suja e zona limpa e demarcação de todos esses espaços.

Também se orienta que a corporação disponibilize recipiente para descarte de materiais; recipiente com sabão liquido; sacolas plásticas de 50 ou 60 litros; borrifadores com solução de hipoclorito de sódio ou álcool gel ou líquido a 70º; cadeiras, mesa, bancos e suportes para EPI, além de bomba costal ou soprador com solução de hipoclorito de sódio.

De acordo com o protocolo, os bombeiros militares deverão assumir o serviço utilizando, por baixo do uniforme operacional ou capa de aproximação, o uniforme de educação física. Os comandantes de guarnição e socorro deverão orientar os militares quanto à desinfecção dos materiais operacionais e a transposição da zona suja para zona limpa.

Realiza-se a higienização dos equipamentos e da viatura durante a conferência de material e todos os uniformes operacionais e/ou EPI devem permanecer na zona suja. Na saída para as ocorrências, a guarnição veste o uniforme nessa área de descontaminação. Na chegada ao quartel, os militares retiram o uniforme e o coturno na zona suja da área de descontaminação, transpondo para zona limpa apenas com o uniforme de educação física, podendo então acessar alojamentos e refeitório.

“A passagem do serviço será realizada normalmente, respeitando o distanciamento social entre os componentes das guarnições. Cada militar deverá recolher seus EPI e uniformes na zona suja, colocando-os em sacos plásticos para posterior higienização. É recomendado aos bombeiros que, ao sair do serviço, tomem banho nas dependências do quartel, retornando para sua casa usando roupas limpas e com seus uniforme e coturnos dentro de sacolas plásticas”, orienta o POP. Além disso, a limpeza dos alojamentos e refeitórios deve ser feita, no mínimo, duas vezes ao dia, higienizando-se as camas, mesas dos refeitórios, cadeiras, sofás, demais móveis e equipamentos.

Segundo o diretor Operacional do CBMSE, tenente-coronel Fábio Cardoso, a proposta já tinha sido encaminhada, após sua elaboração, aos comandantes dos grupamentos e subgrupamentos independentes, para que verificassem possíveis adequações, conforme as especificidades de cada quartel. “Todas as unidades já começaram a experimentar esses procedimentos para evitar contaminação das guarnições operacionais, criando um corredor teste de acesso sinalizado com fita zebrada e uma área de redução de contaminação, para que o bombeiro de serviço passe, obrigatoriamente, toda vez que chegar das ocorrências e/ou tiver acesso aos alojamentos”, explica.