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Unidades prisionais implementam videochamada para aproximar internos e familiares durante Decreto Governamental

15 de abril de 2020

Com as visitas suspensas, as unidades prisionais encontraram um meio de continuar o processo de ressocialização que era feito com a presença familiar

Como forma de aproximar internos e familiares durante a pandemia do coronavírus e vigência do Decreto Governamental, internos de três unidades do sistema prisional de Sergipe ganharam um meio de manterem-se próximos dos entes queridos. Inicialmente, por carta e, agora, por videochamada. Essa aproximação também faz parte do processo de ressocialização dos internos do sistema prisional sergipano.

Assim que surgiu a comunicação da suspensão das visitas no sistema prisional sergipano, uma das unidades, a Cadeia Pública de Estância, instituiu as cartas, assim como explicou o diretor do presídio, Vanilson Soares. “A priori, instituímos o correio eletrônico, que foi justamente para facilitar o envio de cartas. A família envia a foto da carta para o serviço social, que faz o crivo, imprime e entrega aos internos. Como também recebe dos internos e repassa para a família”, citou.

Com a prorrogação do prazo de suspensão das visitas, foi adotada a videochamada. “Como uma segunda medida, já nos primeiros dias da prorrogação, iniciamos as videochamadas. Um juiz autorizou e até sugeriu que fosse implementada em outras unidades. Com isso, mantemos a família em segurança, sem precisar sair de casa para ter notícias de um filho, de um irmão, do pai, que esteja aqui na unidade prisional, assim como o interno está sabendo de notícias da família em tempo real”, complementou.

O diretor da unidade prisional avaliou como positiva a videochamada entre internos e familiares. “Está sendo muito positivo para as famílias e internos, assim mantemos o vínculo familiar que é muito importante para a ressocialização. São, em média, 180 internos com famílias cadastradas, e está entre cinco e dez minutos a duração da videochamada”, mencionou.

Um dos internos da Cadeia Pública de Estância também considerou como importante a comunicação pelo vídeo com os familiares. “Para mim, e acredito para a maioria dos internos, é muito importante. Já vim duas vezes, na primeira tive contato com meus pais e na segunda com minha esposa. Tirou um peso. O serviço de videochamada está ajudando bastante. Se não fosse isso estaríamos sem contato nenhum com nossa família. Vai que libera as visitas, entra um monte de pessoas, quando ver, começam todos a ficarem doentes e morrerem lá fora. O que valeu a visita? É melhor esperar normalizar. Ficar longe da família dói, mas eu entendo. É para o bem da sociedade”, enfatizou.

A videochamada está sendo realizada, em dia e horário previamente agendados, dentro da unidade prisional, em uma sala que foi adaptada justamente para que os internos e familiares possam continuar mantendo contato mesmo diante dessa fase de isolamento social.