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SES e UFS tratam sobre o cenário epidemiológico do coronavírus no Estado

15 de maio de 2020

Na última quinta- feira, 14, uma webconferência  com a secretária de Estado da Saúde, Mércia Feitosa; o diretor de Vigilância em Saúde, Marco Aurélio;  os cientistas docentes da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Paulo Martins  e André Souza; e o coordenador do Observatório de Sergipe, Ciro Brasil, tratou sobre o cenário epidemiológico do coronavírus no Estado, pontuando desde a taxa do isolamento social em Sergipe até o aumento do número de casos de pessoas com  covid-19.

Entendo a produção científica como crucial para melhor compreender a doença, seus efeitos e buscar soluções, a SES vem estreitando o diálogo com os pesquisadores da área. Durante a chamada de vídeo, os docentes apresentaram estudos sobre a correlação entre o nível de isolamento e aumento das taxas.

“Eles trouxeram o índice de isolamento no Estado desde o início até o dia de hoje. Nós no início conseguimos chegar a quase 60% de isolamento,  hoje estamos com  42% de isolamento social. Ciro trouxe informações sobre o isolamento por município, tem alguns que chegam a 30%, isso é algo que deve ser discutido. O isolamento tem  que ser ampliado para que se tenha um declínio da curva, uma inclinação favorável e  rápida”, destaca a secretária.

Conforme pontua Mércia, a ciência serve como base para nortear as decisões. “Como nós estamos embasados na ciência, isso é um preâmbulo para o próprio decreto. Tem que ficar claro que estamos utilizando dados junto com a ciência  para  o próximo decreto ser embasado em evidências científicas”, disse.

Diante da situação em que as taxas de pessoas com a doença cresce expressivamente todos os dias, a secretária destaca que é de conformidade que o isolamento social no momento seja a principal medida para conter a sobrecarga no sistema de saúde.

“Entendemos que o isolamento é a principal medida hoje para reduzir a curva e começar  a declinar a incidência de casos, paralelo a isso, também têm a ampliação dos leitos que é outra frente que o Estado vem tomando. Hoje as principais análises têm que está nesse sentido, ou seja,   como está a taxa  de ocupação (internamento ), a ampliação  dos leitos de UTI e como está a tendência da curva  de incidência do coronavírus. Temos  que ampliar uma e diminuir outra. Mesmo ampliando a abertura de novos leitos, se continuar com a taxa de crescimento de internação, não  vamos conseguir suprir”, finaliza.