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Celeridade e planejamento marcam um ano da campanha de imunização contra a Covid-19 em Sergipe

19 de janeiro de 2022

A campanha de vacinação contra a Covid-19 completa, em Sergipe, exatos doze meses nesta quarta-feira, 19. Um ano após o início, mais de três milhões, seiscentas e vinte e uma mil doses foram aplicadas. O estado se aproxima do patamar de 70% da população com as duas doses, e cerca de 77% receberam ao menos a primeira dose, segundo dados do Boletim Covid-19 da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Até atingir essa marca, o processo de imunização dos sergipanos passou por várias fases.

No dia 19 de janeiro de 2021, a enfermeira do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), Sônia Aparecida Damásio,  foi a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no estado. Foi um dia histórico. Ela e outros nove profissionais de saúde que estavam atuando na linha de frente. “Todo mundo estava esperando pelo início da vacinação”, disse emocionada a enfermeira Sônia.

Semanas antes, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), já se articulava com o Ministério da Saúde (MS) e com os 75 municípios de Sergipe, para alinhar todo o processo de imunização. A vacinação chegava naquele momento como a principal esperança de vencer o inimigo invisível, o  coronavírus (SARS-CoV-2).

O primeiro imunizante aprovado pela  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e enviado pelo Ministério da Saúde a todos os estados, inclusive para Sergipe, foi a vacina CoronaVac (produzida pelo Butantan). Depois outras vacinas como Astrazeneca, Pfizer e Janssen também foram incluídas na vacinação contra a Covid-19, em todo o país.

Como os idosos faziam parte da população mais vulnerável à doença, o Plano Nacional de Imunização, elaborado pelo Ministério da Saúde (MS), de início priorizou tanto esse público como os profissionais de saúde. A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe seguiu as orientações de vacinação por público-alvo e faixa etária, determinado pelo MS.

“Um grande desafio foi atender a população de forma gradativa, priorizando grupos com maior risco de ter gravidade. Como no início tínhamos poucas vacinas, foi necessário vacinar primeiro os mais  idosos, os trabalhadores da área de saúde e grupos considerados prioritários”, destacou o diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Góes.

Ao passar dos meses, algumas populações foram contempladas com a vacinação, a exemplo dos índios aldeados, pessoas em situação de rua, trabalhadores da educação superior, quilombolas, pessoas com deficiência permanentes, lactantes, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades, trabalhadores do transporte aéreo, trabalhadores da força de segurança armada, trabalhadores de limpeza urbana, trabalhadores do transporte coletivo, e outros. O Estado também vacinou por faixa etária, começando dos mais idosos  até os pré-adolescentes de  12 anos. Em janeiro de 2022, mais uma vitória na vacinação aconteceu, houve a introdução de mais um grupo na campanha de imunização. Crianças de 5 a 11 anos também começaram a ser vacinadas.

Durante o processo de vacinação, os estudos envolvendo os imunizantes comprovaram a eficácia e segurança dos imunobiológicos, mas com um tempo houve a  necessidade de acrescentar  uma dose de reforço.

Vacinação de ‘ponta a ponta’

Os caminhões refrigerados da Secretaria de Estado da Saúde  passaram pelas sete regiões de saúde (Propriá, Nossa Senhora da Glória, Lagarto, Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Estância e Itabaiana) para deixar os imunizantes contra a Covid-19. Era de responsabilidade das regiões a distribuição em seus territórios. Para que a imunização ocorresse de forma célere, muitas vezes a distribuição foi realizada em menos de 24 horas.

Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde promoveu treinamentos voltados aos  municípios, com foco na diluição da vacina, aplicação e em como manter o  acondicionamento correto.  “Toda vez que temos alguma mudança de calendário, introdução de vacina  nova, ou preparação de campanha, primeiro reunimos os municípios, para  fazer um treinamento sobre as atualizações. E com a situação da pandemia não foi diferente. Como a vacina da Pfizer era um imunizante que precisava de diluição,  e o volume da aplicação dela é diferente, capacitamos  os municípios nesse sentido”, disse  a enfermeira de imunização da SES, Ana Lira.

A SES também equipou alguns municípios, para o armazenamento das vacinas. “No ano de 2021 tivemos alguns destaques em  relação  à manutenção de rede de frio e de equipamento. Equipamos 34 municípios com câmaras frias para armazenar as vacinas (temperatura 2º C a 8º C). Fizemos essa entrega para melhorar a qualidade desse  armazenamento nesses municípios”, relatou Ana.

Profissionais de Saúde: Esforço que merece ser reconhecido

Médicos, enfermeiros e tantos outros profissionais da área da saúde têm atuado na linha de frente do combate ao coronavírus. Na missão de vacinar a população, equipes de imunização percorreram ruas, estradas, atravessaram rios, andaram de helicóptero, chegaram a povoados de bicicleta e a cavalo. Protagonistas na saúde pública. No cuidado, no olhar humanizado e no sorriso acalentador direcionado para cada sergipano ao ser vacinado.

Mais de 68% da população imunizada e novos desafios

A vacinação, com certeza, é a arma contra a doença e a esperança de tempos melhores. “O índice positivo foi alcançado graças ao intenso trabalho realizado desde o início da pandemia e a logística célere de envio dos imunizantes para os 75 municípios de Sergipe, possibilitando a imunização por grupos prioritários e faixa etária. Com os resultados positivos da vacinação, houve uma tendência de queda no que refere aos números de óbitos e internações. Nesse momento temos um outro desafio,  é  que a população entenda que os caso voltaram a subir, por isso há necessidade que a nossa cobertura vacinal seja ampliada”, pontuou a secretária de Estado da Saúde, Mércia Feitosa.

“Esperamos é que seja possível passar um 2022 com o controle da doença. Não conseguimos prever se a pandemia  vai acabar em 2022, mas se mantivermos o controle, diminuímos os óbitos e internações, na esperança que de fato a  Organização Mundial de Saúde possa declarar o fim da pandemia”, finaliza o diretor de Vigilância e Saúde da SES, o médico infectologista Marco Aurélio Goes.